quarta-feira, dezembro 07, 2016

Entrevista com duas integrantes da crew Donas do Rolê

A AfroBahia Produções gravou uma entrevista interessante com duas integrantes da crew Donas do Rolê: Chermie e Su. No vídeo, que mostra as grafiteiras em ação, coordenando uma pintura coletiva com crianças, podemos conhecer um pouco mais a respeito dessa crew que tem se aventurado, com muita atitude, pelas ruas de Salvador produzindo intervenções bem interessantes.

Confiram o vídeo:


quarta-feira, novembro 30, 2016

Grafite no Aprovado

No dia 26 de novembro foi ao ar uma matéria no programa Aprovado, em que se discutiu brevemente a questão do grafite como arte. Na ocasião, importantes pessoas envolvidas na cena local puderam comentar suas colocações a respeito da arte urbana e mostrar como veem a interação do grafite com a cidade. Apesar de curto, o vídeo permite ouvir depoimentos importantes como o da fotógrafa e pesquisadora do grafite Carol Garcia, uma das autoras do livro "Graffiti Salvador", bem como se pode ouvir comentários de Marcos Costa e Rebeca. Facilmente se percebe o quanto o grafite soteropolitano é peculiar e o quanto ainda precisa ser compreendido. Ou, nas palavras de Marcos Costa: "Salvador tem muito a aprender ainda com nós".

Confiram o vídeo no link abaixo:

http://gshow.globo.com/Rede-Bahia/Aprovado/videos/t/edicoes/v/grafite-ganha-reconhecimento-como-arte-urbana-e-levanta-questionamentos/5474874/

sexta-feira, outubro 21, 2016

Graffiti Arte Feira 4


Hoje começa o Graffiti Arte Feira 4 - GAF 4, com sua sexta black. Para embalar o evento, que vai até o dia 23 de outubro, hoje vai ter muito sound system com ROÇA SOUND  e KAJAMAN (RJ). Tudo de graça para galera entrar no clima do encontro. O local da festa é o estacionamento da you odontologia, na Av. Getúlio Vargas , próximo .ao Colégio Acesso ,em frente à loja da Vivo. 
Como sempre acontece em eventos que acontecem na Bahia, os grafiteiros de Salvador descem em peso para colar e produzir suas intervenções. Então, lá vou eu novamente marcar presença nesse encontro e acompanhar essa galera na interação que vai muito além do muro.
Divulgo aqui maiores informações do GAF 4:


 






quarta-feira, setembro 21, 2016

Poetas de muros

A estudante de jornalismo Kawany Sonoda produziu, no blog cultverso - Cultura e Diversidade, uma breve matéria sobre os “Poetas dos muros”. Na ocasião, a futura jornalista fez questão de mostrar seu entusiasmo com as intervenções urbanas que se apresentam por toda Salvador.  Aparentemente motivada pela frase “Imagina que lindo seria, a cada muro uma poesia”, Sonoda se concentrou nas intervenções produzidas pelo artista Diogo Galvão.




Como fez questão de destacar, Galvão aborda animais marinhos e o universo do mar em suas produções. E, embora muito poéticas, as intervenções também trazem críticas severas às apropriações indevidas dos muros pelos políticos. A matéria completa pode ser AQUI

quarta-feira, setembro 14, 2016

Edição textual nos muros

Para quem se envolve com os estudos linguísticos, na perspectiva histórica, como no meu caso que desenvolvo pesquisa sobre a história da cultura escrita, a edição de textos é uma discussão inevitável. Muitos dos meus colegas, por exemplo, têm como objetivos de pesquisa a edição de textos antigos (do século XVI, XVII etc.). E, como aprendemos nas disciplinas de Metodologia de pesquisa e de Metodologias da Linguística histórica, as edições variam conforme o interesse, podendo ser crítica, diplomática, semidiplomática e crítico-genética.

Nessa perspectiva, ou seja, no modo de análise da história da cultura escrita, cada registro de um texto, seja verbal ou não verbal, independente de seu suporte, se constitui em um testemunho. Talvez seja importante ressaltar que os interesses em se pesquisar os escritos sempre se deram pelos textos vinculados ao poder, portanto, escritos produzidos por “gente importante” e em suportes tradicionais (pergaminho, papel etc.).


Toda essa breve introdução foi para comentar uma matéria divulgada no portal b9, na qual observei uma edição “inusitada”. O artista francês Mathieu Tremblin passou a editar os graffiti (erroneamente chamados de pixo na matéria) para torná-los legíveis para o grande público. Nesse sentido, o artista passou a eliminar as dificuldades de natureza paleográfica próprias das tags. Ora, é justamente essa a premissa utilizada nas Edição diplomático-interpretativa. Confiram as “edições” intervenções produzidas por Tremblin:













Confiram mais do trabalho desenvolvido por Tremblin no portal b9: CLIQUE AQUI.

quinta-feira, setembro 08, 2016

Lista dos artistas selecionados - GAF 2016

A equipe do GAF - Graffiti Arte Feira publicou a lista das grafiteiras e grafiteiros selecionados para a 4ª edição GAF 2016. Como já é tradição, vários artistas da Bahia chegam em peso para somar nesse evento que, a cada ano, vai ganhando mais notoriedade. Como muitos encontros de grafite, esse é mais um evento que ocorre de forma colaborativa, em que a união dos artistas torna o evento possível. Se liga que o GAF 2016 vai rolar de 22 e 23 de outubro, em Feira de Santana.

Confiram a lista dos selecionados:

quarta-feira, junho 22, 2016

As sereias estão nas ruas

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal / Matéria G1

Semana passada tive a oportunidade de ler uma interessante matéria sobre a grafiteira Deborah Erê, que reside e produz sua arte de rua em Manaus. A matéria, que havia sido publicada em março deste ano, parecia, então, chegar atrasada em minhas mãos, mas circulava fresca no compartilhamento dos amigos e amigas que sempre lembram da minha pesquisa com o grafite em Salvador.

Sem dúvidas, foi ótimo ler a matéria e conhecer um pouco mais sobre a arte desenvolvida pela Deborah Erê. Sua fala marca bem o posicionamento das mulheres que produzem grafite em um cenário, ainda, predominantemente masculino e rodeado do machismo se não explícito, velado:  "É como se nós precisássemos provar que somos boas. Sempre ouço alguém falar 'prova que você sabe fazer mesmo', que duvida do meu trabalho só por eu ser mulher. Isso já melhorou muito, já somos bem acolhidas, respeitadas, mas a gente sabe que ainda está ali, velado. A gente tem que passar por cima disso", comenta a grafiteira em reportagem ao G1.
Grupo 'Golden Girls', do qual Deborah Erê faz parte / (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal) / Matéria do G1

O empoderamento das mulheres, através da arte urbana, revela o quanto elas estão atentas as várias opressões sofridas no cotidiano, sejam por serem negras, gordas ou velhas, como se, qualquer dessas “categorias”, fossem motivos de depreciação por uma parcela preconceituosa da nossa sociedade.

O grafite produzido por Deborah Erê, suas “Senhoras sereias”, personagens, cujas cores e formas representam mulheres idosas radiantes me fez pensar, imediatamente, nos grafites produzidos pela grafiteira Sista K, em Salvador. Com um propósito semelhante ao de Deborah Erê, Sista K, que se define como grafiteira, gorda e vegana, faz questão de retratar suas Sereias gordas  e negras pelos muros da cidade.
Sista K em ação no Encontro de Calangos 2016

Com a rica expressão artística das mulheres que produzem grafite, temos a possibilidade de enxergar as fissuras possíveis no cotidiano acinzentado que nos cerca. Seja em Manaus ou em Salvador, uma coisa é certa: as sereias estão nas ruas.

Personagem de Sista K no Encontro de Calangos 2016.