Leminski – e sua visão sobre as escritas “marginais”
A era da tecnologia nos permite compartilhar
informações de maneira ímpar. A velocidade dos tempos não traz só males. Nessa
postagem, por exemplo, temos a oportunidade de socializar um registro raro,
gravado em meados da década de 80, no qual o multiartista e destacadamente
poeta Leminski comenta suas percepções sobre as escritas que ocupam os muros da
cidade. Ele mesmo se denuncia ao afirmar ter pichado o muro de uma casa em
frente à agência de publicidade em que trabalhava. Segundo ele, queriam
obrigá-lo a trabalhar sentado. Ele então escreveu:
“Sentado não tem sentido”
Para que todos os colegas vissem logo ao
iniciar o dia de trabalho. E outro feito para um evento ligado aos direitos dos
deficientes físicos:
“O torto tem direito”
Além disso, segundo ele, a melhor poesia de
1982 é um grafite. Assista ao vídeo e compreenda como ele justifica tal
afirmação.
Por fim, Leminski entra numa seara distinta, as
escrita latrinárias ou grafitos de banheiro não são os grafites que estão pelos
muros da cidade. Embora pareçam ter uma origem comum. Essas escritas produzidas
em ambientes recônditos e cuja autoria é quase sempre desconhecida, tem sido
refletidas a partir dos estudos sobre Letramento pelas estudantes de Letras da
UFBA - Aline Alves e Luana Santos e esse estudo pode ser acompanhado a partir
das seguintes ferramentas:
As escritas urbanas tornam o patrimônio
histórico mais histórico? Eis uma grande questão.
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