Justin Bieber, grafiteiro?
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| Fotos: Delson Silva e Gabriel Reis/Agnews |
Não. Justin Bieber não é
grafiteiro.
É preciso começar este texto sendo categórico, porque
independente das “travessuras midiáticas” que esse adolescente faz por onde quer
que passe, ser grafiteiro não constitui a sua identidade.
Primeiro, é preciso entender
que a relação de identidade desse jovem não se estabelece com os grafiteiros,
ou seja, não há reconhecimento dos pares. Bieber foi simplesmente rechaçado nas
várias comunidades de grafiteiros existentes nas redes sociais, o que demonstra
a grande lacuna entre ele e os sujeitos que estão em plena atividade escrevendo
grafites pelas grandes metrópoles.
Segundo, o grafite é para Campos,
estudioso do tema, uma linguagem
codificada, inacessível aos leigos que se deslocam diariamente, de forma
apressada, pelas artérias da cidade. Enquanto forma de expressão, assentam numa
série de convenções estilísticas, regras de comunicação e preceitos culturais.
Acrescento ainda que se trata de uma arte predominantemente marginal, de modo
que se realiza, quase sempre, sem autorização prévia. A atividade executada
pelo adolescente passa ao largo da preocupação estética, dentro desse contexto,
ele se encaixa mesmo como um leigo, alguém cujo código do grafite parece
inacessível.
Parte do que é ser grafiteiro,
portanto, implica em uma atitude rebelde. Sair no rolé com escolta policial e seguranças
não me parece algo um tanto quanto subversivo, vocês não concordam?
Se forçarmos a barra, podemos
dizer que no vocabulário do grafite, Bieber seria um Toy. Àquele sujeito inexperiente que se diz grafiteiro,
ridicularizado pela coletividade por não possuir um estilo próprio e “sugar” o
grafite alheio. Recuando um pouco mais na história, ele seria mesmo
caracterizado na sigla “Toys” que no
inglês significa “trouble on your system”
e numa tradução literal indica àqueles que têm “problemas em seu esquema”.
Obviamente, por não se encaixar no esquema, ou melhor nas regras que
regem o grafite, a pintura desastrosa feita no muro de São Conrado não
sobreviveu sequer um dia:
| Foto: André Freitas e Gabriel Reis / AgNews |

O engraçado é como cai por terra a questão do grafite ou bomb quando não autorizado, obviamente seria ilegal, mas, só para mim ou para você, por quê será?!!
ResponderExcluirO moleque cercado de monstros e policiais, se achando o Slik2 da favela.
E foda como o Brasil baixa o cú pra quem é de fora e o pior, quando o mesmo tem dinheiro.