quarta-feira, setembro 16, 2015

Arte de Rua no Centro Histórico de Salvador


Em julho do ano passado, o Canal Assembleia, através da reportagem de Claudia Meneses, divulgou um vídeo em que mostrava o trabalho da Crew Nova10Ordem, no Centro Histórico de Salvador.

Como revela a reportagem, a história da Bahia pode ser contada através dos grafites expostos na rua, a partir dos muros e fachadas da cidade.  Achei muito bacana essa afirmação e tendo a concordar. Afinal, como já escrevi aqui anteriormente, a potencialidade do grafite, linguagem da rua, pode ser vista para além do fazer artístico, como um instrumento de comunicação.

Embora a reportagem tenha se detido nas áreas do Centro Histórico de Salvador, nós, cidadãos leitores da cidade, podemos reconhecer, também, as mais diversas intervenções urbanas registradas por toda a capital baiana. No meu entendimento, essa breve reportagem nos mostra, mesmo sem talvez perceber, o quanto a Cultura Escrita, pois o grafite é uma manifestação dessa cultura (cheia de códigos visuais e verbais), está inserida em nosso cotidiano.

Nesse sentido, se por um lado, o grafite pode ser compreendido como uma exposição a céu aberto, — que nesse caso foi realizada por um grupo de grafiteiros e que fez parte do projeto de requalificação do Pelourinho; por outro lado, não se pode ignorar o fato de que a prática do grafite é plural, e, por isso, comporta inúmeras vozes.  São essas vozes, codificadas no texto multissemiótico do grafite, inscrito  nos muros e fachadas da cidade, que fazem ecoar a existência de sujeitos históricos ativos e em constante participação nos espaços urbanos.

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