Você conhece o grupo OPNI?

Uma das coisas que tenho observado durante minhas pesquisas com o grafite é que, quando os sujeitos atuantes nas ruas alteram suas posturas de intervenção urbana, as siglas de grupo e até mesmo a tag, ou seja, sua assinatura artística, podem se modificar, ganhando, assim, novos significados.
Recordo essa observação para
tratar de um grupo que tem se destacado ao longo dos anos com um ativismos que
ultrapassa a produção dos grafites. Trata-se do grupo OPNI, de São Mateus (zona leste da cidade de São
Paulo), surgido em 1997. Faço questão de
destacar que passei a ter conhecimento da existência desse grupo através da
pesquisadora e amiga Ana Lúcia Silva Souza, carinhosamente conhecida por Ana Lu,
a quem, honestamente, agradeço.
No início da biografia, disponível no site do
grupo e reproduzida aqui, é possível notar que:
“A
sigla ‘OPNI’ – originalmente ‘Objetos Pixadores Não Identificados’, também já
significou ‘Os Policiais Nos Incomodam’ e ‘Os Prezados Nada Importantes’ –
atualmente é um grito de guerra, que representa a voz da periferia!”
(Toddy
e Val)
Na medida em que buscam
representar a voz da periferia, esses jovens organizam-se, não mais como uma crew,
mas sim como um coletivo, o que permite ilustrar um pouco de como a dinâmica do
grafite tem funcionado em terras brasileiras. Aqui, o grafite tem se firmado
cada vez mais pelo seu caráter social, na medida em que busca contribuir com a
valorização dos moradores e da própria localidade onde residem os grafiteiros.
Reproduzo aqui mais um trecho
da biografia do grupo que releva a afirmação acima:
Toddy e Val são hoje os responsáveis pelos traços e cores que retratam o cotidiano periférico, elaborando murais e exposições “artivistas”. Um dos principais projetos do Grupo OPNI é a “Galeria a Céu Aberto”, onde os artistas mantém desde 2009, em sua comunidade de origem, um percurso repleto de intervenções, são ruas e vielas graffitadas que inspiram comunidades e ressignificam um território marcado pela pobreza e exclusão social.
Toddy e Val são hoje os responsáveis pelos traços e cores que retratam o cotidiano periférico, elaborando murais e exposições “artivistas”. Um dos principais projetos do Grupo OPNI é a “Galeria a Céu Aberto”, onde os artistas mantém desde 2009, em sua comunidade de origem, um percurso repleto de intervenções, são ruas e vielas graffitadas que inspiram comunidades e ressignificam um território marcado pela pobreza e exclusão social.
Aos interessado nas artes de rua, fica o convite para
conhecer mais esse grupo e, quem sabe, se inspirar e reproduzir projetos
semelhantes em outras partes desse nosso plural Brasil.
Confiram alguns trabalhos da Galeria a céu aberto, proposta do coletivo OPNI:
Visite a página do coletivo OPNI e conheça mais ações e projetos:
http://site.grupoopni.com.br/



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