The Warriors
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| Fonte: Wikipedia |
Na semanada passada, meu
ex-orientador e grande amigo, o professor Dr. Antonio Marcos Pereira, me
recomendou assistir ao filme The Warriors,
do diretor Walter Hill.
Baseado no livro homônimo de
Sol Yurick, o filme norte-americano, lançado em 1979, traz a seguinte sinopse:
"A história é sobre uma gangue de Nova Iorque que é perseguida após ser
acusada injustamente do assassinato de Cyrus, o lider da maior gangue da
cidade."
Portanto, ambientado na Nova
Iorque do final da década de 70, e tendo como protagonistas os rebeldes jovens
daquela época, o filme nos traz um panorama riquíssimo de grafites. Como uma
escrita onipresente, o filme revela uma cidade bombardeada pelo grafite.
É interessante notar como o
anseio de "tomar" simbolicamente a cidade se mistura com essa prática
de escrita. Em determinado momento, um personagem tira da sacola uma lata de
spray e demarca sua passagem registrando no muro a inicial de sua gangue, o
"W", de Warrios
(Guerreiros).
Como sabemos, o grafite se apresenta como uma
escrita que mistura vários elementos, letras e imagens, com os objetivos mais
diversos. Mas, também como se sabe, o grafite como conhecemos hoje, com seus
letrados e tags peculiares, advém lá dos guetos nova-iorquinos. Na época, era
usado basicamente por gangues que demarcavam seus territórios, ou seja, cada
gangue era "dona" de um pedaço da cidade. Isso fica evidente em The Warrios, que no Brasil recebe o
título de Os Selvagens da Noite.
Aqui no Brasil, ainda é
possível verificar o uso do grafite para demarcar territórios de áreas
administradas por traficantes. Códigos e símbolos são escritos nos muros com
latas de spray com intuito de informar a quem pertence aquele espaço. Porém, se por um lado, ainda temos essa
demarcação territorial que vai além da apropriação simbólica e evidencia a violência
e a segregação de espaços; por outro lado, temos também um grafite muito
transformado, que ao incorporar a cultura local e a subjetividade dos sujeitos,
ganha o status de arte, vai além dos muros, e insere-se em galerias do Brasil
afora.
As Crews brasileiras, hoje,
atravessam cidades e países com suas escritas urbanas. Se antes eram reduzidas
a "delinquentes juvenis", agora são vistas, muito mais, como
coletivos de artistas urbanos.

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